sexta-feira, 2 de agosto de 2013


AEE Fechamento

“Desenvolver uma ‘atitude inclusiva’ não significa apenas conduzir sujeitos para dentro de disciplinas e fronteiras acadêmicas. O que está em questão é enxergar o outro sem reduzi-lo às marcas de seu corpo; às mutilações que sofreu ou as ineficiências que seu organismo expõe quando comparado a outro.” (FREITAS, 2012:17)
Inicio esse texto utilizando uma citação que contempla a amplitude do que deve ser o processo de inclusão em nossas escolas. Não basta inserir os alunos no espaço físico escolar para que se esteja efetivamente incluindo os mesmos, na realidade este é o primeiro passo de uma longa jornada para que os mesmos sejam realmente inclusos enquanto pessoas, indivíduos, cidadãos, etc.
Neste universo de complexidades é que percebo o papel do professor do AEE tanto na escola quanto no atendimento específico na sala de SRM. No âmbito institucional, o professor do AEE ainda deve ser aquele que dá visibilidade às múltiplas potencialidades dos alunos com necessidades educativas especiais, desde que sejam oferecidas às condições adequadas aos mesmos. Sendo assim, deve estar em constante vínculo tanto com a direção da instituição a fim de promover as infra-estruturas necessárias, bem como com os professores e coordenação pedagógica a fim de instrumentalizar os mesmos com ferramentas e estratégias de ensino que promovam a aprendizagem destes sujeitos. Com relação ao trabalho específico na SRM, o professor deve construir em conjunto com o aluno, levando em conta suas particularidades, estratégias que promovam sua autonomia cognitiva, sua aprendizagem e principalmente que possibilitem sua meta-cognição, ou seja, que garanta ao aluno plena consciência de que quais formas o mesmo pode estimular seu próprio desenvolvimento.
Para viabilizar este processo é fundamental que o professor do AEE tenha um estudo de caso sólido que garanta ao mesmo as informações primárias necessárias para a elaboração de estratégias de ensino e aprendizagem. A complexidade dos alunos que necessitam de AEE demanda um conhecimento aprofundado dos mesmos nos mais variados contextos em que interagem, porque somente através deste conhecimento é que será possível elaborar um plano específico que leve em conta suas idiossincrasias e principalmente suas potencialidades. Este plano necessita de constante reavaliação e transformações em função tanto dos avanços que obtém, quanto de suas limitações em promover resultados satisfatórios.
Bibliografia:
FREITAS, Marcos Cezar de. O aluno incluído na educação básica: avaliação e permanência. São Paulo: Cortez, 2013.