AEE Fechamento
“Desenvolver
uma ‘atitude inclusiva’ não significa apenas conduzir sujeitos para dentro de
disciplinas e fronteiras acadêmicas. O que está em questão é enxergar o outro
sem reduzi-lo às marcas de seu corpo; às mutilações que sofreu ou as ineficiências
que seu organismo expõe quando comparado a outro.” (FREITAS, 2012:17)
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esse texto utilizando uma citação que contempla a amplitude do que deve ser o
processo de inclusão em nossas escolas. Não basta inserir os alunos no espaço
físico escolar para que se esteja efetivamente incluindo os mesmos, na
realidade este é o primeiro passo de uma longa jornada para que os mesmos sejam
realmente inclusos enquanto pessoas, indivíduos, cidadãos, etc.
Neste
universo de complexidades é que percebo o papel do professor do AEE tanto na
escola quanto no atendimento específico na sala de SRM. No âmbito
institucional, o professor do AEE ainda deve ser aquele que dá visibilidade às
múltiplas potencialidades dos alunos com necessidades educativas especiais,
desde que sejam oferecidas às condições adequadas aos mesmos. Sendo assim, deve
estar em constante vínculo tanto com a direção da instituição a fim de promover
as infra-estruturas necessárias, bem como com os professores e coordenação
pedagógica a fim de instrumentalizar os mesmos com ferramentas e estratégias de
ensino que promovam a aprendizagem destes sujeitos. Com relação ao trabalho
específico na SRM, o professor deve construir em conjunto com o aluno, levando
em conta suas particularidades, estratégias que promovam sua autonomia
cognitiva, sua aprendizagem e principalmente que possibilitem sua
meta-cognição, ou seja, que garanta ao aluno plena consciência de que quais
formas o mesmo pode estimular seu próprio desenvolvimento.
Para
viabilizar este processo é fundamental que o professor do AEE tenha um estudo
de caso sólido que garanta ao mesmo as informações primárias necessárias para a
elaboração de estratégias de ensino e aprendizagem. A complexidade dos alunos
que necessitam de AEE demanda um conhecimento aprofundado dos mesmos nos mais
variados contextos em que interagem, porque somente através deste conhecimento
é que será possível elaborar um plano específico que leve em conta suas
idiossincrasias e principalmente suas potencialidades. Este plano necessita de
constante reavaliação e transformações em função tanto dos avanços que obtém,
quanto de suas limitações em promover resultados satisfatórios.
Bibliografia:
FREITAS,
Marcos Cezar de. O aluno incluído na educação básica: avaliação e permanência.
São Paulo: Cortez, 2013.